Tuesday, April 18, 2006

Luzes, Câmara, Acção




Nós, mulheres, criamos a vida de acordo com o nosso próprio filme. Nós decidimos quem são os actores principais. Decidimos qual é o guião a seguir. Decidimos as linhas que orientam a acção. Vivemos ao som da nossa banda sonora preferida. Um dia encontramos o personagem principal perfeito para o próximo enredo. E desde aí que a a acção se enquandra com o fim já antecipado. Sabemos os diálogos a seguir imaginados vezes sem conta. Não precisamos de consultar o guião que sabemos de cor. Vamos deixando as pistas que possam ser seguidas. Vamos dando a entender qual é o próximo passo a dar.

O problema é quando o guião chega ao fim. E a personagem principal já cumpriu todas as falas que lhe estavam destinadas. O que fazemos ao filme que realizamos quando deixamos de saber se é mesmo este filme que queremos viver?

8 Comments:

Anonymous rvalador said...

A pergunta é boa, mas há todo um conjunto de pressupostos por detrás dela que não me parecem estar correctos! De qualquer modo, só a ideia de que as "gajas" representam uma "classe" é, por si só irritante, depois, a ideia de que a vida é um filme feito por nós(ou por "vós", se quiseres) embora engraçada, não deixa de se encontrar marcada por um egocentrismo pueril que não ajuda muito. São tantos os aspectos do guião cuja escrita não controlamos... Numa coisa, porém, tens razão, somos nós, só nós, o herói principal desse nosso filme, heróis solitários que, muitas vezes, recusamos encarar de frente essa condição, vivendo por isso ilusões de uma companhia que não existe (pelo menos com a proximidade que desejamos em virtude dos resíduos da fragilidade infantil que em certas alturas todos manifestamos, será?). Bem, já estou a pregar-te seca. Embora o teu post se encontre na forma de uma questão, trata-se de algo a que só tu poderás responder, como sabes... A felicidade é algo que surge nas nossas vidas e desaparece a seu belo prazer, embora acredite na nossa capacidade para a construir, tal como construimos o mundo todo à nossa volta...
Não devo ter ajudado nada, mas... olha... um beijinho e boa sorte!

April 19, 2006 3:42 PM  
Blogger Ana said...

Marta: ou encaras que esse filme , tal como todos os filmes chegou à partezinha "the end", nem sempre acompanhada de " they lived happily ever after", e metes novo DVD, ou então acreditas que esse " filme" não foi mais do que uma cena do grande filme que é a tua vida e que as proximas cenas tem novo actor principal...á la Kusturica, pq não??!!!! Chego à conclusão que esse guião é definitivamente para ir sendo escrito..mai nada!!!

rvalador: essa verborreia escrita, repleta de sarcasmos e irritabililade latente tendo por alvo a dita ( por ti) classe das gajas tem alguma justificação do foro psicológico ou um ducolax resolvia isso? é que correndo o risco de ser impressão minha, de cada vez q vejo um comentário teu aqui...começa por atacar as ditas "gajas". se tiver enganada...sinta-se à vontade para me contradizer

April 20, 2006 12:30 PM  
Anonymous rvalador said...

he he, pretensiosas, gregárias e ainda por cima susceptível(eis)... Como disse/escreveu
uma amiga minha, no fundo, no fundo, toda a gente sabe que no íntimo de cada crocodilo pode muito bem haver um dinossauro em potência, pronto a eclodir a qualquer momento e vice versa. E, embora isso seja tudo sempre muito subjectivo… o importante é não relativizar muito as coisas...

April 20, 2006 12:42 PM  
Blogger Ana said...

"a força das massas"...não foi um "amigo meu" mas já houve muitos alguéns a escrever sobre isso! qt à susceptibilidade..um contra-ataque não é por definição uma resposta, concordante ou não. mantenho em aberto a questão

April 20, 2006 12:56 PM  
Blogger Marta said...

A confusão que se instalou aqui...
Salvaguardo a discussão para os devidos intervenientes. E salvaguardo a minha resposta para o que, efectivamente, a mim foi dirigido.

Rvalador:
Antes de mais, as mulheres não são uma "classe", são sim, um género. E os aspectos do guião cuja escrita não controlamos não existem. Se o guião é escrito por nós, todo e qualquer aspecto que dele se afaste é devidamente explicado em rodapé. Tudo tem uma explicação plausível que se enquadra à volta do nosso guião. Nunca duvides da capacidade que as mulheres têm para apresentar desculpas para justificar o que não tem justificação possível. De qualquer forma, tens razão. A pergunta que faço só pode apenas ser respondida por mim. E só eu consigo encontrar a resposta. Daí se tratar, para quem o entenda, duma pergunta retórica.

Ana: Nem sempre o que está escrito tem a ver com a realidade actual. Embora se encontrem muitas semalhanças.

April 20, 2006 2:35 PM  
Anonymous Rvalador said...

Menina culta, a Marta, até sabe que ser gaja é um atributo de género e tudo, embora a incapacidade para perceber uma piada me faça pensar ne possibilidade de cultura e inteligência serem coisas diferentes. Depois, presumo que para além de gaija, seja também pita, por demonstrar a arrogância própria da juventude que a leva a acreditar no determinismo absoluto de sua existência. Enfim, meninas betinhas que nunca tiveram de penar realmente na vida (e oxalá nunca tenham) que escrevem acerca de banalidades sem importância como se a vida a isso se limitasse... Um blogue que no inicio me parecia interessante, feito por pessoas que até nem escrevem mal, começa a revelar-se desinteressante por se limitar à superfície das coisas e sobrepor a importância da forma, aos conteúdos (acontece, normalmente, com os que nada têm para dizer, mas que querem mesmo assim dizê-lo só para aparecerem).
Tenho pena que ainda por cima, como a maior parte das mulheres, revelarem um excesso de sensibilidade que as torna incapazes de aceitar críticas com humor...
Vou fazer-vos o favor de deixar de o ler (presumo que o seja, pois as pessoas sem humor sentem-se incomodadas sempre que surge alguém que discoirda delas). Curtam bem, chau!

April 21, 2006 12:00 PM  
Anonymous Rvalador said...

P.S.: quanto a essa da fortça das massas, tá gira, mas não percebi o que querias dizer. É fácil parecer-se inteligente (pelo menos aos olhos dos amigos) dizendo assim umas coisas que ninguém percebe mas soam bem. Sou um solitário que não emite opiniões de massa, não pretendo protagonismos de blogue, não falo por falar de banalidades fúteis só por incapacidade para suportar o silêncio (típica dos portadores de um vacuor interio que o torna desconfortável e de uma falta de auto-estima que procura resolver-se na aprovação dos pares), nem necessito de ter as costas quentes para defender aquilo que penso...
Desculpem ter incomodado, meninas...

April 21, 2006 12:09 PM  
Blogger Marta said...

Caro rvalador, presumo que já não vai ler a minha resposta. Ainda assim, respondo e volto a discordar. Na essência gosto disputas, pelo que a sentir-me incomodada, que seja quando deixar de discordar. Os assuntos retratados, com mais ou menos importância, são ligados às mulheres. E todas temos o nosso lado fútil. Lê-nos quem quer. Se deixou de o querer e os assuntos não lhe interessam, faz bem em não voltar. Caso contrário, não vale a pena amuar. Todos temos direito a ter diferentes opiniões e pontos de vista. Felizmente, tem uma certa razão, nunca tive de penar.

April 21, 2006 12:13 PM  

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